Retrospectiva em pensamento solto

Bem sei que já muito foi dito, escrito, pensado e publicado nos últimos meses, mas no entanto continuam-me a faltar as palavras para descrever o, quase, último ano que vivemos.
Assolados com uma “guerra” invisível, profunda e alheia a credos, raças ou condições económicas. Paralisou o país, paralisou o mundo e deixou-nos suspensos num limbo de incerteza e tristeza.

Vimos, e vemos, o caos instalado, a dúvida constante, a incapacidade de tomada de medidas adequadas e atempadas, seguidas de uma avalanche diária de casos duvidosos e imorais acompanhadas de uma ainda desconfiança e negacionismo com um facto provado. Uma constante sensação de repressão e ameaça às mais básicas liberdades, a que tanto nos habituamos.

Mas conseguimos também ver uma luz de esperança e otimismo. Seguimos com atenção aqueles que se reinventaram e lutaram para não se abater, garantindo esperança para si e para os que deles dependem. Assistimos incrédulos à inovação científica com a vacinação, a um ritmo nunca antes visto.

No fundo, e concluindo este pequeno apontamento de pensamentos soltos em tom de retrospectiva, acredito realmente que o futuro mais próximo passa pela capacidade de nos levantar, ganhar forças para nos reinventarmos e não entrarmos num caminho de estagnação e impotência . Sabemos que é um percurso difícil, mas certamente estaremos prontos para o enfrentar, dispostos a mostrar que não desistimos. Com a esperança de que em breve consigamos voltar a pôr por palavras aquilo que agora tanto nos falta.

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