Incerteza sem fim

Última semana de um agosto atípico, marcada normalmente pela corrida do regresso às aulas e pelo regresso ao trabalho, sentimos que o foco de atenção na maioria da população é outro e que se vive num clima de incerteza constante. Vão as escolas e faculdades abrir? Tenho onde deixar os meus filhos? Vou ter o meu emprego em setembro? Vamos voltar a entrar em confinamento?

Sabemos à partida que, se a situação nacional se encontra má, muito dificilmente irá melhorar nos próximos 4 meses. Começa a chegar ao fim os prazos das moratórias concedidas, os apoios poderão não ser suficientes e as empresas começam a entender que em alguns casos são mesmo obrigadas a dispensar funcionários.

Para uma família comum não se trata de pensar apenas em uma ou outra possibilidade ou situação, mas sim o seu conjunto todo. São milhares de vidas afetadas e em incerteza, sem a sensação de estabilidade que lhes possa arranjar força mental para continuar.

Há a necessidade de ter um plano conciso e definido onde se consiga perceber todas as opções disponíveis para aqueles que agora se vêem numa situação de incerteza e instabilidade constante.

É oportuno também a necessidade de começar a ponderar uma segunda vaga. Não só uma segunda vaga de infeção do vírus, mas também uma segunda vaga de tudo o que isso implica. Ter a certeza que a economia do país aguenta novo confinamento é fundamental, mas também é fundamental que a sua população aguente mentalmente com a certeza e motivação de que tudo correrá pelo melhor.

Por fim é fundamental que haja um foco de atenção acrescido nos jovens que iniciam agora a sua vida profissional ou que planeavam começar uma vida já sem os apoios familiares. São por vezes a geração que mais necessidade de estabilidade e apoio necessitam para que se possam lançar na vida adulta de maneira capaz e segura.

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