Manipulação de Informação

Na política, como em qualquer outro segmento da sociedade, são necessárias pessoas formadas e experientes nas mais variadas temáticas que promovam a construção duma visão correcta, lógica, objectiva e imparcial do nosso mundo. Isto é importante pois perspectivas enviesadas, parciais e dogmáticas não permitem em primeiro lugar aceitar a realidade como ela é e por conseguinte resolver questões associadas à mesma, que sendo tratadas resultariam numa sociedade melhor para todos.

Hoje vivem-se tempos complicados, não só pela incerteza do rumo que a economia pode tomar mas em grande parte pela perda de valor da palavra de quem governa. Acontece quase diariamente manipulação descarada de dados, especialmente económicos, para forçar uma visão adulterada da saúde do país. Se algo corre bem é por graça de quem governa, se algo corre mal é por causa de quem governou.

É necessário haver mais escrutínio público, mais interesse por parte das pessoas em conhecer quem elegem e os planos de governação dos mesmos. É importante desenvolver a capacidade de raciocínio próprio e de construção de argumentos bem fundamentados. Não basta aceitar aquilo que nos dão de comer nos media tradicionais e nos tempos mais recentes nas redes sociais. É preciso formar as pessoas desde tenra idade a perceber como identificar factos e factos alternativos. Uma disciplina como formação cívica que realmente fosse aproveitada para explicar aos jovens o que é e como funciona a política e a economia, o que esperar da vida adulta, como preencher documentos importantes, como se devem gerir as finanças pessoais, etc, teria benefícios imensos para a sociedade, mas se calhar para alguns não convém que o povo seja instruído.

Mais recentemente tem-se até politizado a educação escolar dos jovens, havendo incursões nas instituições de ensino por parte de forças políticas desvairadas, na sua ânsia por uma distopia perturbadora onde não existem valores de pátria, família, identidade sexual definida pela ciência, existem moralidades obscuras onde apenas vale o que vai de encontro à ideologia institucionalizada, entre outras questões. Deturpando a realidade e instruindo as crianças sobre falsos fundamentos do que constitui facto, só pode levar a um rasgar do tecido da sociedade em que vivemos que tantas centenas de anos levou a tecer. Realmente é possível tomar uma nação sem disparar uma única bala.

Por fim uma nota de esperança. O povo está cada vez mais instruído com mais altos níveis de formação e em maiores números de ano para ano. Formação académica não significa automaticamente capacidade para criticar, ser cético ou formar raciocínios próprios complexos, mas leva certamente a sociedade na direcção certa. Termino com um bem haja a todos nós, pelo nosso futuro e pelo dos que ainda estão por vir!

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