Pedro Marques, O Supressor

Era uma vez um candidato chamado Pedro Marques, cabeça de lista de um dos maiores partidos portugueses às eleições europeias, que não queria ser eurodeputado. O que ele queria mesmo era ser comissário europeu para os fundos estruturais. A questão que se coloca é: Como é que um ex-ministro do Planeamento e Infraestruturas, que não foi capaz de cumprir o seu papel a nível nacional, ambiciona o quer que seja a nível europeu?

Honestamente, o único cenário em que tal seja possível é o de uma realidade alternativa. Nessa realidade Pedro Marques e os seus camaradas (e camarados) do PS vivem num universo paralelo em que não há comboios a perder o motor a meio das viagens, em que o investimento público não é o mais baixo do século XXI, em que a execução de fundos comunitários não caiu a pique e em que não foram suprimidos mais de 12 mil comboios num ano – são mais de 30 por dia. Nesta realidade alternativa, os percursos de comboio que foram realizados apresentaram elevada qualidade no serviço quer ao nível do cumprimento de horários, quer na questão de conforto e constante manutenção dos espaços. Foi por isto mesmo que Pedro Marques decidiu viajar na CP, empresa pública, e não na Fertagus que é privada, na sua demonstração de utilidade dos novos passes sociais que não custaram dinheiro aos contribuintes.

Neste mundo de fantasia também não se anunciou um novo plano de obras públicas quando 80% do anterior está por cumprir, revelando honestidade política e pouca preocupação com medidas eleitoralistas. No que toca aos fundos comunitários, esta nova União Europeia deixa de ser composta pelos 6 países com a melhor execução de fundos europeus, fazendo com que Portugal lidere a estatística e seja aclamado por toda a Europa. Já tínhamos o Ronaldo das finanças, agora temos também o Ronaldo dos fundos.

Se de facto vivêsssemos neste mundo imaginário talvez a ambição de Pedro Marques de ser comissário para os fundos estruturais  não fosse tão descabida, mas a realidade não é de todo essa. O cognome de “O Supressor” para este ex-ministro deve-se à sua (ir)responsabilidade de ter suprimido anos de desenvolvimento nos transportes e nas infraestruturas em Portugal, algo que não pode ser esquecido tão cedo.

 

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