Master in Brexit

A união europeia trouxe imensos benefícios para os países integrantes do projeto, principalmente no desenvolvimento económico, estabilidade política ou na mobilidade entre territórios. No entanto, o projeto europeu é sobretudo a garantia de um continente sem guerra e a integração social/cultural dos povos, sobretudo vincado nas novas gerações.

O brexit motivou uma crise sem precedentes, pondo em causa o futuro do Reino Unido e também da União Europeia. A iniciativa do referendo, explicado por questões políticas de sobrevivência pessoal em detrimento do interesse nacional, interpôs à população britânica a tomada de uma decisão sem grande conhecimento das consequências reais, processo este marcado pelas fake news e pela imigração em prejuízo das principais questões.

O acordo de saída do RU tem sido rejeitado de forma consequente pela house of commons (com vários deputados a mudar o seu sentido de voto de votação para votação), tendo o governo britânico pedindo vários adiantamentos da data de saída. Este processo equipara-se aos estudantes que vão adiando a realização da tese de mestrado, tendo o reino unido a maravilhosa capacidade de ir adiando o prazo de “entrega”, sob a expectativa de uma saída ordenada ou da pequena esperança dos organismos da UE em que o processo caia ou que seja convocado um novo referendo.

Esta última opção seria a única forma de clarificar todo o processo, dando novamente ao povo britânico o poder de decisão, desta vez com todas as cartas em cima da mesa. Se vários deputados da câmara dos comuns já mudaram o seu sentido de voto relativamente ao acordo, porque não pode os britânicos ter essa possibilidade? É possível que o resultado de um novo referendo permita ao Reino Unido não terminar o “mestrado”.

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